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Ampliação de área

26 out

No quarto dia do Circuito Tecnológico, a equipe percorreu a região de Novo São Joaquim. Na fazenda Péricles, de propriedade de Érico Piana, descobriu que o proprietário está aproveitando a área de pastagem para plantação de soja. Em área própria, plantava-se 200 hectares e, nesta safra, a área subiu para 800 hectares que antes era pasto. “Estamos aproveitando o bom momento da agricultura e expandindo o negócio”, disse o produtor rural Péricles Piana.

Na fazenda, o produtor rural também está adequando as instalações de acordo com a legislação rural. Depósito de embalagens, local apropriado para a lavagem do maquinário, entre outros, são as melhorias realizadas na propriedade.

Esperando a chuva

25 out

No terceiro dia de Circuito Tecnológico, a equipe da Aprosoja que está percorrendo a região Sul do estado confirma a irregularidade nas chuvas. Muitos produtores já plantaram “no seco” e agora estão ansiosos pela vinda da bendita água que cai do céu. Em algumas propriedades, as plantadeiras estão paradas enquanto a chuva não vem para continuar o trabalho.

Na fazenda Argemira, em Itiquira, de propriedade de Norma Gatto, essa é a situação. Cerca de 600 hectares já foram semeados, do total de 3.900 hectares, e agora é aguardar. Mas é só o fator climático o que está atrapalhando no momento. A empresa rural é muito bem estruturada e toda a família trabalha unida para que as coisas deem certo. Para auxiliar a dona Norma, os filhos Igor e Felipe estão sempre a postos.

O japonês mais famoso do mundo da soja

19 out

Por onde ele passa chama a atenção e é difícil um produtor rural que não o reconheça. Estamos falando do pesquisador José Tadashi Yorinori. Ele é quase uma celebridade no mundo Agro. E tudo isto graças aos anos dedicados à pesquisa científica em prol do desenvolvimento da cultura soja. Próximo aos 70 anos, o ‘japonês, como carinhosamente os produtores o chamam, é admirado pela sabedoria, disposição e o bom humor.

Em todas as visitas realizadas no Circuito Tecnológico, os produtores fazem questão de parar para ouvi-lo.  Além de tirar dúvidas, também queriam registrar a visita do importante pesquisar na propriedade.

Formado em Agronomia no ano de 1967, Tadashi tem mestrado e doutorado em fitopatologia, com destaque para as doenças que afetam a cultura da soja. Ele é inclusive conhecido como o ‘pai do vazio sanitário’. O currículo dele é imenso, mas para resumir: já trabalhou no Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), na Embrapa Soja e atualmente é consultor. Já visitou mais de 20 países e fala inglês, espanhol, português e um pouco de francês.

Tadashi ama o que faz e resume sua paixão pela agricultura da seguinte forma: “a agricultura, dentre as atividades econômicas, é a mais arriscada, porque o agricultor tem que enfrentar as intempéries, excesso de chuva, falta de chuva, problema de preço, falta de política agrícola, mas pelo outro lado é a atividade mais nobre que um ser humano pode praticar. Porque imagine se não fosse o agricultor como iríamos produzir matéria prima e alimento para alimentar todo esse povo”.

Curiosidades do Dr. Tadashi

O ‘japonês’ fala com a soja, literalmente, ele conversa com a planta. Anda sempre com um gravador a tiracolo e vai registrando tudo o que nota de diferente.

Parece estranho, mas a vontade em assistir filmes de faroeste foi fundamental para sua história. Tadashi assistiu ao primeiro filme do gênero aos 10 anos e de lá pra frente colocou na cabeça que queria conhecer um ‘faroeste’. Mas só tinha um problema, teria que estudar inglês e na época nem escola especializada na língua existia. Então, passou a ler gibis em inglês e imitava os caubóis dos filmes. E fazia isso uma vez por semana, todos os domingos. Após a conclusão da faculdade, teve a oportunidade de fazer um teste de proficiência para uma bolsa de estágio nos Estados Unidos. Ele que havia feito o teste apenas para testar seus conhecimentos foi o único aprovado. O que era para ser um estágio era na verdade um mestrado.  E assim a história vai longe.

“Se existem os desafios não os encare como um problema. Cada vez que você acordar se olhe no espelho e diga: hoje eu estou feliz e tenho um desafio. O que é preciso fazer para vencê-lo é procurar estudar e aprender”, palavras de Tadashi-san.

De pai para filho

17 out

O Circuito Tecnológico não auxilia a Aprosoja apenas a levantar a qualidade dos insumos utilizados em Mato Grosso. O questionário aplicado pelas equipes serve também para identificar qual o perfil do produtor rural de soja no estado. Não é raro encontrar pais e filhos trabalhando juntos na ‘lida’ da propriedade. Em sua maioria, as propriedades são pequenas e médias, entre 400 a 1.500 hectares, e há muita participação direta da familia, pai, irmãos e filhos, nas operações diárias da fazenda.

É o caso da propriedade de Ariberto Claas, que há 33 anos está na atividade e hoje conta com a ajuda do filho André Claas para administrar a fazenda. Hoje em dia é André que toma conta da maior parte dos afazeres na lavoura. A família mora na propriedade e, além das culturas da soja e do milho, tem vacas e suínos pra o consumo no dia a dia da fazenda e piscicultura, que na definição deles é para os momentos de lazer.

Produtor rural Dorvalino Sandri

A sucessão familiar já é um assunto corriqueiro nas conversas com as equipes do Circuito. E cada vez mais os produtores tratam o assunto com profissionalização. Dorvalino Sandri, que cultiva soja há 27 anos em Mato Grosso, em Diamantino, pretende transferir os negócios para os filhos dentro de três anos.

Na fazenda do Alfredo Horn, em Nova Mutum, o filho, Fernando já está à frente das decisões. O produtor aprendeu a cuidar da lavoura com o pai e agora repassa os ensinamentos ao filho Fernando. “Ainda entendo muito pouco da parte de tributo, mas o dia a dia na lavoura já faço”, comentou Fernando.

Bilíngue!

28 out

Entrevista em alemão?

Maurício Kolling, da Unemat, ganhou destaque nesta semana quando entrevistou o agricultor Thomaz, de Querência. Além do aprendizado sobre o modo de plantar soja na região, Maurício aceitou o desafio do supervisor de campo, Rodrigo Fenner, que coordena a equipe 5, e realizou a entrevista 100% em alemão, língua na qual também é fluente. “Parei propositalmente no Sr. Thomaz, que planta 1.000 hectares para ver se dava certo”, brinca Rodrigo. “Acho que o alemão ficou é muito feliz de poder falar na língua dele”, diz.

É… Circuito Tecnológico também é cultura!

Não acredito!

27 out

Tadashi em campo com a equipe 3

“Os produtores quase choram de emoção quando descobrem que o Tadashi está visitando suas fazendas”, diz o supervisor de campo Eliandro Zaffari, que coordena a equipe 3.

Não é pra menos. José Tadashi Yorinori, engenheiro agrônomo PhD em Fitopatologia, é um ícone no mundo agrícola. Ex-pesquisador da Embrapa, Tadashi destrinchou várias doenças que atingiam as lavouras: da “olho-de-rã” ao cancro da haste, passando por mancha alvo, oídio e podridão vermelha da raiz (síndrome da morte súbita). Mas foi seu trabalho com a ferrugem asiática, cujos primeiros estudos começaram ainda em 1980, que alcançou o status de “celebridade”. Em Mato Grosso, Tadashi é considerado o “pai” do vazio sanitário, e por onde quer que passe é recebido com honras.

Hoje, Tadashi atua como consultor autônomo no Brasil e na Bolívia. É fã de pescaria, mas tem andado meio desanimado com os resultados nos rios… “Os peixes estão ficando mais espertos que o pescador”, brinca. Tadashi adora ler sobre tudo, para “poder emitir opiniões sobre qualquer tema”. Dedica atenção especial a biografias de pessoas humildes que se fizeram na vida, como Nelson Mandela, Abraham Lincoln e Thomas Edison, e gosta também de temas como motivação, meditação e desenvolvimento pessoal. Além disso tudo, Tadashi ainda arranja um tempinho para manter ligação com a origem oriental: lê e estuda muito sobre artes marciais, principalmente Tai Chi Chuan. É ou não é demais? (Thaís Castro)

 

 

Da sala de aula para o campo

25 out

Equipe 1 em ação

O Circuito Tecnológico da Aprosoja é uma oportunidade e tanto para formandos das universidades parceiras: é a chance de ver na prática conceitos e técnicas aprendidos em sala de aula. Essa “imersão” no mundo da produção rural tem sido bem aproveitada pelos universitários.

Equipe 2 no campo

“Foi uma semana proveitosa. Pudemos ter contato direto com o produtor, o que nos permitiu saber dos anseios de cada um, além de ter sido uma oportunidade ímpar para conhecer a região do Médio-Norte”, afirmou Giuliano Ricardo Hoepers (Univag). Jackson Rodrigo Berling, também da Univag, esteve na região Leste pela primeira vez e conferiu de perto o impacto da questão climática nos campos. “A chuva atrasou muito o início do plantio, o que pode levar a atraso no milho safrinha”, observou.

Equipe 3 in loco com o produtor

Benito Mattioni (UFMT) também ouviu produtores reclamarem da seca. “Foi uma semana boa, aprendi muito com os colegas sobre novas tecnologias. Pude conhecer soluções para alguns problemas existentes em outras lavouras, e aprendi como proceder em relação à adubação, por exemplo”, comenta.  Marcela Montalvo (UFMT) considerou o ponto alto a possibilidade de “observar os problemas de perto”. “Conseguimos muitas coletas, vamos ter muito material para analisar. E deu para vivenciar o dia a dia do produtor, o que é fundamental”.

Equipe 4 para para a foto

Maurício Kolen (Unemat) também aproveitou a oportunidade para conhecer in loco a realidade dos produtores, e André Luis Souza (Unemat) gostou de ter conseguido acompanhar a correria do plantio, e de notar na prática como o produtor se planeja a cada safra.

Click na equipe 5