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Pesquisando a safra de milho

7 maio

As equipes do Circuito Tecnológico Etapa Milho visitam as fazendas de Mato Grosso para traçar um raio-x da safra de milho. De propriedade em propriedade, os donos ou gerentes são indagados sobre diversos temas relacionados às lavouras, como variedades usadas, tratamentos, plantas daninhas, estimativa de produção, entre outros. Além disso, os técnicos fazem uma avaliação in loco da lavoura, anotando tudo. No retorno, estes dados serão tabulados e mostrarão um perfil da safra no estado.

Circuito Tecnológico Milho

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Soja aparece como opção para 2ª safra

16 out

Soja aparece como opção para 2ª safra

A queda brutal no preço do milho em 2013 prejudicou os produtores mato-grossenses e tem colocado dúvidas quanto ao plantio da 2ª safra no estado. Enquanto alguns planejam não semear as áreas no período, outros optam pelo plantio de milho sem investimentos, principalmente de fertilizantes. Outras culturas também aparecem como opção, como o girassol e a soja.

Em relação ao plantio de soja na 2ª safra, os técnicos chamam a atenção sobre a proliferação e intensificação de pragas e doenças. Isso porque a rotação de culturas auxilia na prevenção e combate, enquanto opção de manejo. Já o solo sem cobertura, ou mesmo a ausência de rotação, contribuem para a perda de fertilidade das lavouras, com a exposição excessiva a radiação solar e tempo seco.

Com essas variáveis a sua frente, os produtores tem decisões difíceis para a 2º safra.

TV Aprosoja – Confira os resultados do Circuito Tecnológico

23 nov

Aprosoja divulga resultados do Circuito Tecnológico 2012

8 nov

No próximo dia 21 de novembro, às 14h, a Aprosoja realiza coletiva de imprensa para apresentar os resultados do Circuito Tecnológico 2012. O presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, o gerente institucional, Nery Ribas, os integrantes das cinco equipes, que rodaram o estado durante o Circuito, e mais os patrocinadores participam da coletiva. Por meio dos resultados será possível ter um perfil da safra de soja 2012/13 de Mato Grosso.

O raio-x que será apresentado na coletiva foi traçado a partir do dados levantados no período de 15 a 26 de outubro. Em duas semanas as equipes técnicas da Aprosoja percorreram todas as regiões do estado visitando propriedades rurais para conversar com os produtores. Nos mais de 16 mil quilômetros percorridos durante os dez dias de Circuito Tecnológico, os diálogos giraram em torno de temas como a irregularidade da chuva, a falta de mão de obra qualificada para o trabalho no campo, as ervas daninhas, entre outros temas. As equipes aplicavam questionários para conhecer pontos importantes de cada propriedade e ainda recolhiam amostras de sementes e fertilizantes, que foram enviadas para laboratórios credenciados.

SERVIÇO

Coletiva de Imprensa para apresentar resultados do Circuito Tecnológico 2012

Data: 21/11

Local: Sala de reuniões Famato – Edf Famato, Centro Político Administrativo

Horário: 14h

Ervas daninhas resistentes preocupam produtores

23 out

Uma erva daninha até pouco tempo só conhecida no sul do país está preocupando os produtores rurais de Mato Grosso. A bulva está tomando as lavouras de soja nos municípios de Jaciara e no pontão de Santo Antônio de Leverger. “A incidência desta erva daninha pode aumentar o custo de produção do produtor rural, pois ele precisará misturar diversos produtos para o controle”, explica o gerente técnico da Aprosoja e coordenador do Circuito Tecnológico, Nery Ribas.

Segundo relatos de alguns agricultores, ouvidos pela equipe do Circuito Tecnológico nesta semana, estas plantas são resistentes ao glifosato, principal herbicida utilizado na lavoura com soja transgênica. Na fazenda Flor do Cerrado, em Jaciara, o encarregado Sidnei Costa contou que nunca tinha visto tantas plantas deste tipo no estado. “Já conhecia a bulva das lavouras do sul do Brasil, mas aqui é a primeira vez que vejo e está difícil controlar”, contou.

O produtor rural Jean Seron, da fazenda JB, também se mostra preocupado. “Desseca as plantas, mas demoram a morrer. Precisamos encontrar um produto que consiga acabar com esta erva daninha, pois agora a soja está grande e ela ainda está lá”, explicou.

O coordenador da Secretaria de Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura, Wanderlei Dias Guerra, que está acompanhando a comitiva do Circuito Tecnológico, explicou que um dos problemas da bulva é que ela compete com a soja. “Parte do adubo e parte da água colocados na lavoura para a soja também vai para esta erva daninha”, disse.

Além disso, as plantas altas podem fazer sombra para a soja que está crescendo, o que pode prejudicar seriamente seu desenvolvimento e, por consequência, a produtividade das lavouras.

Produtores destacam participação no Soja Plus

22 out

O produtor Élio Zílio exibe o folder com informações do Soja Plus

A participação dos produtores no Programa Soja Plus já começa a apresentar resultados. Em algumas visitas do Circuito Tecnológico, as equipes constataram que as informações e orientações repassadas, seja por meio dos cursos ou pelos próprios supervisores de campo do programa, estão auxiliando na melhoria da gestão das propriedades. O produtor Élio Zílio, que cultiva soja na região de Deciolândia, comentou que fez o curso Qualidade de Vida no Trabalho, realizado este ano em Tangará da Serra, e destacou que foi de extrema importância, auxiliando na adequação de várias coisas na propriedade.

O produtor Carlos Belló, de Tapurah, que recebeu a visita do Ministério do Trabalho há 15 dias na propriedade, disse que assim que os fiscais souberam que ele participava do Soja Plus ficaram mais receptíveis e ‘olharam com outros olhos’. “A fiscalização era de rotina. E equipe estava acompanhada inclusive de policiais fortemente armados”, ressaltou o produtor que contou com o apoio da Aprosoja na instalação e fixação de placas sinalizadoras na propriedade, além dos cursos de capacitação.

O Soja Plus é um programa de gestão socioambiental da propriedade e em sua linha de atuação estabeleceu uma série de critérios de gestão que, se seguidos, poderão garantir ao produtor rural a melhoria contínua da produção de soja. Entre as ações constam capacitação do produtor rural por meio de cursos, assistência técnica e educação ambiental e o monitoramento das melhores práticas agrícolas na propriedade.

O programa não é uma certificação e nem tem custo para o produtor. Tem como meta se tornar o maior programa de gestão de propriedade rural do país, preparando o produtor para atender as demandas de forma mais sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar) já foram ministrados diversos cursos sobre a legislação trabalhista rural (NR 31) e sobre qualidade de vida no trabalho. Além da capacitação, o Soja Plus orienta os produtores sobre as normas de instalações nas propriedades rurais de depósito de embalagens, tanque de combustível, alojamento. E distribui kits compostos por placas de advertência, adesivos e formulários de controle para serem utilizados nas propriedades, facilitando ao produtor atender aspectos exigidos pela legislação.

Além da Aprosoja, participam do desenvolvimento do projeto a Abiove, a Anec, o Instituto Ares, a Famato, o Senar/MT, Embrapa, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Instituto Algodão Social (IAS).

Falta mão de obra

18 out

Apesar de ser o maior produtor de grãos do país, Mato Grosso ainda esbarra na falta de mão de obra qualificada para atuar no campo. A carência de profissionais é um dos gargalos do setor. “Nós temos dificuldade para encontrar funcionários qualificados porque os equipamentos exigem um grau maior de escolaridade. A mão de obra no campo tem que se aperfeiçoar a cada lançamento de máquina ou novo produto”, comentou o produtor Genes José Carlins, da fazenda Itacorá, instalada no município de Lucas do Rio Verde, que recebeu a visita do Circuito Tecnológico na terça (16). Para amenizar o problema, José Carlis disse que investe em cursos e treinamentos do Senar para os funcionários e incentiva os funcionários a participarem dos cursos que as empresas de máquinas oferecem.

Por conta da carência de trabalhadores, o produtor ressaltou que é preciso ter planejamento. “Não adianta o produtor só se preocupar em plantar o grão o quanto mais rápido. Temos que nos preocupar com a colheita. Eu planejo meu plantio em etapas para que eu consiga colher dentro do tempo hábil depois. Isso tudo levando em consideração a quantidade de máquinas  e a chuva. E não existe máquina que colha com chuva, então o planejamento é muito importante”, destacou Carlins.

Na fazenda Pai João, também em Lucas, o gerente da propriedade, Edson Mobs, diz que trabalha sempre com os mesmos funcionários. Por conta da dificuldade de encontrar profissional qualificado, muitas vezes tem que trazer gente de outros estados. “Isto encarece a produção, pois temos que arcar com locomoção, hospedagem e todos os demais custos”, comentou Edson. A burocracia da legislação trabalhista é outro item que impacta no aumento dos custos. “Os 2.128 hectares da propriedade poderiam ser semeados em 11 dias de trabalho com as máquinas e quantidade de funcionários, porém, os contratos de trabalho têm que ter um tempo mínimo de dois meses”.