Produtores acreditam que há mercado potencial para soja convencional

16 out

O preço para produzir soja convencional, atualmente, é quase o mesmo para produzir a transgênica e ainda se tem o valor do prêmio pago ao produtor, um bônus que tem mantido Mato Grosso como maior produtor de soja Geneticamente Não Modificada. Na última safra, quase 30% produção foi com sementes convencionais no estado.

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O produtor de Diamantino, Roger Augusto Rodrigues, planta soja convencional há 17 anos por causa destas vantagens e, principalmente, pela opção de não pagar royalties. Na propriedade Soyben, arrendada por ele, o plantio começou nesta terça (15), dia que a equipe do 5º Circuito Tecnológico visitou a propriedade.

Diferente do ano passado, a chuva esse ano veio na janela ideal, mas com intensidade, o que dificultou o início do plantio antes. “Devemos plantar de acordo com a quantidade de chuva. Com as condições ideais, a gente está plantando”, disse o auxiliar técnico, Luiz Paulo Mendes. Na fazenda devem ser plantados 2.500 hectares de soja. “A chuva veio cedo e conseguiremos plantar milho, mas estamos esperando a regularização para definirmos a quantidade da safrinha”, relatou.  A intenção é que a colheita de soja inicie em 25 de janeiro.

Segundo Rodrigues, o plantio de soja convencional deve aumentar nesta safra, principalmente na região do médio-norte. Isso porque há três anos existe uma cooperativa em Lucas do Rio Verde, a Cooperativa de Desenvolvimento Agrícola (Coodeagri), onde metade dos cooperados planta só convencional. O atual momento é de discussão sobre a transformação da cooperativa em uma representação somente com cooperados que plantam soja convencional.

O mercado está firme e promissor, segundo o produtor Roger Augusto. “Tem aparecido empresas que não estavam nesse mercado e agora estão começando a participar. É um mercado onde a demanda é maior que a oferta, é comprador”, disse.

Ele conta que na safra passada conseguiu US$ 3 de prêmio e que 70% da safra foi vendida antes mesmo de iniciar o plantio. Atualmente o prêmio está entre US$ 3,50 a US$ 4. Até o momento, seis milhões de toneladas da safra já foram comercializadas, o que equivale 20% da safra.

Um fator que pode ser uma dificuldade na produção de convencional é a falta de sementes, pois pode haver um monopólio na produção de sementes, explica Rodrigues. “As sementes estão sendo produzidas em Goiás, Bahia e Minas Gerais. Aqui em Mato Grosso quase não se encontra mais, não podemos ficar na mão de algumas empresas, precisamos ter opções”, afirmou. Porém, esse não foi um problema enfrentado por ele, justamente por fazer parte da cooperativa, que existe para agregar valor e diminuir custos dos insumos comprados em grupos, além de ser uma referência para encontrar a soja convencional.

Soja Livre – A Aprosoja, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) estão fortalecendo a parceria para o prosseguimento das ações do Programa Soja Livre (PSL). Os entendimentos para maior integração entre as instituições foram firmados durante reunião, no último dia 09, na Sede da Embrapa.

Circuito Tecnológico – A expedição é uma realização da Aprosoja e Serviço de Aprendizagem Rural (Senar/MT) e tem como patrocinadores  Basf, Dow Agrosciences e Bayer. O grupo é formado por oito equipes que visitaram no total 600 propriedades nas regiões produtoras de soja. Fazem parte das equipes profissionais da área técnica, os supervisores da Aprosoja, colaboradores do Senar, estudantes do curso de Agronomia e consultores da Empresa Brasileira de Pesquisa (Embrapa), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). Na primeira semana, de 14 a 18, serão visitadas as regiões Norte e Oeste.

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