Aprosoja percorre 16 mil quilômetros

30 out

O Circuito Tecnológico foi finalizado na sexta (26). Em duas semanas as equipes técnicas da Aprosoja conseguiram fazer um raio-x da safra de soja que está iniciando em Mato Grosso. Cinco equipes partiram para todas as regiões do estado visitando propriedades rurais para conversar com os produtores. O gerente técnico da Aprosoja e coordenador do Circuito Tecnológico, Nery Ribas, acredita que a expedição foi fundamental para saber como o produtor está trabalhando neste início da safra. “Conhecemos produtores preocupados com o clima, outros com a questão de insumos, mas todos sabendo fazer seus trabalhos bem feitos e satisfeitos com a atuação da Aprosoja”, afirmou.

Nos mais de 16 mil quilômetros percorridos durante os dez dias de Circuito Tecnológico, os diálogos giraram em torno de temas como a irregularidade da chuva, a falta de mão de obra qualificada para o trabalho no campo, as ervas daninhas, entre outros. As equipes aplicavam questionários para conhecer pontos importantes de cada propriedade e ainda recolhiam amostras de sementes e fertilizantes. Uma das perguntas se referia à necessidade de qualificar a mão de obra no campo. Os produtores rurais foram unânimes em solicitar cursos para seus colaboradores. “Nós temos dificuldade para encontrar funcionários qualificados porque os equipamentos exigem um grau maior de escolaridade. A mão de obra no campo tem que se aperfeiçoar a cada lançamento de máquina ou novo produto”, comentou o produtor Genes José Carlins, da fazenda Itacorá, de Lucas do Rio Verde.

O produtor rural Felipe Gatto, da Fazenda Argemira, em Itiquira, acredita que outro ponto importante é que os trabalhadores qualificados estão evadindo para outras obras, como das indústrias da região e para a construção civil. Na região Sul muitos produtores reclamaram da instabilidade de chuvas. A propriedade da família Gatto, por exemplo, estava com as plantadeiras paradas até o final da semana. “Plantamos 600 hectares e esperamos que chova, senão precisaremos fazer o replantio das sementes”, explicou.

Durante as viagens, as equipes encontraram experimentos que podem fazer a diferença na produção de soja. Um exemplo é o plantio adensado em 600 hectares da Fazenda Vertente, de José Pupim. Isso significa linhas de plantio mais próximas para aumentar a produtividade. Segundo o gerente de produção da fazenda, Alexsander Gomes Furtado, a expectativa é que se colha até 120 sacas por hectare. “Já fizemos uma experiência em área menor e deu certo. Se nesta safra tudo correr bem, poderemos expandir para 100% da lavoura na próxima safra”, afirmou.

Os dados colhidos durante estas semanas serão apresentados em novembro. Participaram do Circuito Tecnológico como patrocinadores o Sicredi, a Basf e a Chevrolet. O apoio foi da Famato e das universidades Univag, UFMT e Unemat.

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