Arquivo | outubro, 2012

Boletim TV Aprosoja – Confira como foi a primeira semana

31 out
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Aprosoja percorre 16 mil quilômetros

30 out

O Circuito Tecnológico foi finalizado na sexta (26). Em duas semanas as equipes técnicas da Aprosoja conseguiram fazer um raio-x da safra de soja que está iniciando em Mato Grosso. Cinco equipes partiram para todas as regiões do estado visitando propriedades rurais para conversar com os produtores. O gerente técnico da Aprosoja e coordenador do Circuito Tecnológico, Nery Ribas, acredita que a expedição foi fundamental para saber como o produtor está trabalhando neste início da safra. “Conhecemos produtores preocupados com o clima, outros com a questão de insumos, mas todos sabendo fazer seus trabalhos bem feitos e satisfeitos com a atuação da Aprosoja”, afirmou.

Nos mais de 16 mil quilômetros percorridos durante os dez dias de Circuito Tecnológico, os diálogos giraram em torno de temas como a irregularidade da chuva, a falta de mão de obra qualificada para o trabalho no campo, as ervas daninhas, entre outros. As equipes aplicavam questionários para conhecer pontos importantes de cada propriedade e ainda recolhiam amostras de sementes e fertilizantes. Uma das perguntas se referia à necessidade de qualificar a mão de obra no campo. Os produtores rurais foram unânimes em solicitar cursos para seus colaboradores. “Nós temos dificuldade para encontrar funcionários qualificados porque os equipamentos exigem um grau maior de escolaridade. A mão de obra no campo tem que se aperfeiçoar a cada lançamento de máquina ou novo produto”, comentou o produtor Genes José Carlins, da fazenda Itacorá, de Lucas do Rio Verde.

O produtor rural Felipe Gatto, da Fazenda Argemira, em Itiquira, acredita que outro ponto importante é que os trabalhadores qualificados estão evadindo para outras obras, como das indústrias da região e para a construção civil. Na região Sul muitos produtores reclamaram da instabilidade de chuvas. A propriedade da família Gatto, por exemplo, estava com as plantadeiras paradas até o final da semana. “Plantamos 600 hectares e esperamos que chova, senão precisaremos fazer o replantio das sementes”, explicou.

Durante as viagens, as equipes encontraram experimentos que podem fazer a diferença na produção de soja. Um exemplo é o plantio adensado em 600 hectares da Fazenda Vertente, de José Pupim. Isso significa linhas de plantio mais próximas para aumentar a produtividade. Segundo o gerente de produção da fazenda, Alexsander Gomes Furtado, a expectativa é que se colha até 120 sacas por hectare. “Já fizemos uma experiência em área menor e deu certo. Se nesta safra tudo correr bem, poderemos expandir para 100% da lavoura na próxima safra”, afirmou.

Os dados colhidos durante estas semanas serão apresentados em novembro. Participaram do Circuito Tecnológico como patrocinadores o Sicredi, a Basf e a Chevrolet. O apoio foi da Famato e das universidades Univag, UFMT e Unemat.

Diário de Bordo – segunda semana

29 out

Na segunda semana do Circuito Tecnológico (22 a 26 de outubro), as equipes percorreram um total de 8.447 quilômetros, nas regiões Sul e Leste, aplicaram 159 questionários e coletaram 184 amostras, entre fertilizantes e sementes. Estes números contam no ‘Diário de Bordo’ das equipes participantes.

Na primeira semana, de 15 a 19 de outubro, as equipes percorreram um total de 8.648 quilômetros, aplicaram 181 questionários, e coletaram 261 amostras, entre sementes e fertilizantes.

A primeira semana focou os municípios das regiões Oeste e Norte, percorrendo cidades como Diamantino, Deciolândia, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Sapezal, Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Vera, Santa Carmem.

Já a segunda semana, os técnicos da Aprosoja visitaram propriedades em municípios como Rondonópolis, Jaciara, Itiquira, Alto Taquari, Alto Garças, Primavera do Leste, Campo Verde, Paranatinga, Santo Antônio do Leste, Gaúcha do Norte, Ribeirão Cascalheira, Barra do Garças, Água Boa, Canarana, Querência, Nova Xavantina.

Os resultados finais do Circuito serão divulgados no final do mês de novembro.

Ampliação de área

26 out

No quarto dia do Circuito Tecnológico, a equipe percorreu a região de Novo São Joaquim. Na fazenda Péricles, de propriedade de Érico Piana, descobriu que o proprietário está aproveitando a área de pastagem para plantação de soja. Em área própria, plantava-se 200 hectares e, nesta safra, a área subiu para 800 hectares que antes era pasto. “Estamos aproveitando o bom momento da agricultura e expandindo o negócio”, disse o produtor rural Péricles Piana.

Na fazenda, o produtor rural também está adequando as instalações de acordo com a legislação rural. Depósito de embalagens, local apropriado para a lavagem do maquinário, entre outros, são as melhorias realizadas na propriedade.

Belas imagens de MT

25 out

Olha que bela imagem registrada pela equipe 4 do Circuito Tecnológico que percorre a região Leste de Mato Grosso.

Gado e brachiaria

25 out

A integração lavoura-pecuária também é uma opção para produtores rurais. Na região Sul, a equipe da Aprosoja encontrou a atividade na fazenda Porto Seguro, em Itiquira. Lá, serão plantados mais de dois mil hectares de soja e, depois, virá a brachiaria para atender o gado.

Já na fazenda Santa Rita, a brachiaria é utilizada como forrageira para a produção de sementes. Lá, depois do plantio de soja nos 2.100 hectares, toda a área é ocupada pela brachiaria. São estas informações bem específicas que fazem a diferença para o estado. As equipes do Circuito Tecnológico buscam esta conversa informal, mas importante, com os produtores rurais de Mato Grosso.

Esperando a chuva

25 out

No terceiro dia de Circuito Tecnológico, a equipe da Aprosoja que está percorrendo a região Sul do estado confirma a irregularidade nas chuvas. Muitos produtores já plantaram “no seco” e agora estão ansiosos pela vinda da bendita água que cai do céu. Em algumas propriedades, as plantadeiras estão paradas enquanto a chuva não vem para continuar o trabalho.

Na fazenda Argemira, em Itiquira, de propriedade de Norma Gatto, essa é a situação. Cerca de 600 hectares já foram semeados, do total de 3.900 hectares, e agora é aguardar. Mas é só o fator climático o que está atrapalhando no momento. A empresa rural é muito bem estruturada e toda a família trabalha unida para que as coisas deem certo. Para auxiliar a dona Norma, os filhos Igor e Felipe estão sempre a postos.