Agricultura faz Nova Xavantina deslanchar

28 out

Quem mexe com agricultura geralmente gosta de usar números para tentar traduzir uma realidade. Mas, em Nova Xavantina, as histórias pessoais falam mais alto do que qualquer número quando o assunto é o crescimento da agricultura na matriz econômica do município.

Carlos Alberto Petter: da pecuária à lavoura

Carlos Alberto Petter, de 41 anos, chegou a Mato Grosso com sete anos, acompanhando o pai, hoje já falecido. Sempre na lida com a terra, Petter assegura que de sete anos para cá cada vez mais o pasto virou lavoura. “Só nesses últimos sete anos, o plantio aumentou uns 10 mil hectares. As lavouras estão aumentando bem por aqui, tem muito pasto degradado que virou agricultura”, diz.

A fazenda de Petter é um exemplo da presença cada vez maior da agricultura: são 1.000 ha com soja, com a previsão de converter mais 50 ha nos próximos dois anos. Da antiga matriz pecuária, restaram 100 cabeças de gado, que o produtor mantém para “consumo próprio”. A migração para a agricultura começou como um exercício de rotação de culturas, porque o solo já não comportava mais a criação de gado. A solução foi preparar a área, num investimento médio de R$ 1 mil por hectare.

A conversão tem bons motivos, explica Petter. “O retorno é maior para todos. Você usa mais mão de obra, tem mais máquina trabalhando, o comércio cresce e entra mais renda na região. Pro município é bom, porque gera mais emprego que a pecuária, e pro produtor também. Depois do investimento inicial, você tem o retorno de volta, e mais rentabilidade”, analisa.

Agricultura começa a mudar paisagem em Nova Xavantina

E a rentabilidade realmente é generalizada. Geraldo Amâncio, comerciante na cidade, conta que o crescimento de Nova Xavantina está atrelado à mudança da matriz econômica. “Cheguei aqui em 1978, quando a cidade ainda engatinhava na agricultura. Naquela época, que era só de pecuária, Nova Xavantina era subdesenvolvida. As coisas começaram a mudar com o boom da agricultura”, afirma.

Amâncio já atuou no ramo de cereais e começou a investir no supermercado em 1988. “As coisas começaram a mudar no final dos anos 80, quando a cultura do arroz começou por aqui e em seguida veio uma crise. Quando chegou a soja, que é uma cultura sem muitos altos e baixos, porque tem uma sustentação maior, o agricultor passou a ter mais estabilidade nos seus rendimentos. O resultado disso foi uma melhoria no comércio, bem no final do ciclo de arroz, em 1984. Quando veio o plantio direto, aí melhorou mais a renda, porque os custos caem”, comenta Amâncio. (Pamela Muramatsu)

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