Há vagas!

21 out

No finalzinho da primeira semana do Circuito Tecnológico, já podemos afirmar que as fazendas do Médio-Norte estadual são um ótimo local para formandos ou profissionais recém-formados em Agronomia ou congêneres. Quase que em uníssono, gerentes, proprietários e produtores rurais reclamam que faltam profissionais qualificados para atender a demanda atual.

Fazenda Bigolin: Leonídio Rodrigues, Marcelo Lipke e William Wobeto

“Aqui, estamos investindo em contratar recém-formados e tentar adaptá-los para o nosso sistema de trabalho, porque não encontramos profissionais bons no mercado”, comenta o gerente da Fazenda Bigolin, em Sapezal, Leonídio Augusto Rodrigues Filho. Um exemplo dessa política de ‘formação de equipe’ da Bigolin é o técnico agropecuário Marcelo Lipke, de Horizontina (RS), que depois de estagiar na fazenda foi contratado por Leonídio para atuar como profissional. “Estou sempre procurando aprender, crescer, mais e mais”, afirma o jovem.

E a estratégia cotinua: além de Marcelo, a fazenda Bigolin conta com William Wobeto, estudante de um curso técnico em Agropecuária do Rio Grande do Sul, que mora no Pará e está estagiando até 8 de dezembro em Sapezal. “Quero fazer Agronomia em Sinop, para futuramente poder ajudar meu pai, que é ‘meio fazendeiro’, na prática”, disse o universitário.

De acordo com o gerente da fazenda, o investimento nessa “formação de mão de obra” é alto, mas dá retorno. “Como o mercado não oferta esse profissional já pronto, temos que pegar pessoas novas e adaptar. Temos o projeto de iniciar a agricultura de precisão, e queremos entrar com o pé direito, com uma equipe boa, então esse foi o caminho que encontramos”, observa Leonídio.

Em Diamantino, a situação não é diferente. O agricultor Durvalino Sandrim, que tem 1.900 hectares com soja no município, afirma que falta qualificação profissional de uma forma geral. “A gente precisa de mais gente formada, aqui tá faltando profissional até pra trabalhar com trator. A gente precisa de mais cursos para formar esses profissionais, porque a cada safra a máquina vem mais moderna, e tem que saber mexer”, pondera.

Na região Oeste, visitada pela equipe coordenada pelo supervisor de campo Rodrigo Fenner, a demanda por mão de obra é grande e não está restrita a profissionais. “O produtor tem nos dito que está faltando do operador braçal ao operador de máquina, ao agrônomo. A demanda está bem maior que a oferta”, observa. (Thaís Castro e Rodrigo Fenner)

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